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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SOBRE O AMOR E O AMAR SAUDÁVEL


Atualizando (primeira 14/06/11 20:41)...


A Primavera - também conhecido como "Alegoria da Primavera" - Sandro Botticelli.


            Respirei pela primeira vez, aqui na terra, no dia do amor! Ensinaram-me, de início, que era dia dos namorados, 12 de junho, mas com o tempo compreendi a vã tentativa de comercializar o que não deve ser comercializado sob nenhuma hipótese. Naquele ano, 1968, Corpus Christi, data simbólica em homenagem ao representante maior do amor, Jesus Cristo, foi no dia seguinte; nasci no dia do pequeno Mercúrio (na língua portuguesa: quarta feira), véspera do dia do grande Júpiter (na língua portuguesa: quinta feira), portanto, dia da grande festa!






Muito se tem falado sobre o amor, mas enquanto alguns falam do que não é “falável”, outros o vivem e irradiam o aroma que ajuda lembrar pelo que viemos enquanto habitamos a carne.



Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e tenha todo o conhecimento; ainda que eu tenha toda a fé, a ponto de remover montanhas, se não tiver amor, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens para dar de comer a outros, e ainda que entregue o meu corpo para que tenha de que me gloriar, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
O amor é paciente. O amor é bondoso; não é ciumento. O amor não se vangloria, não se ensoberbece;
não se conduz inconvenientemente, não procura os seus próprios interesses; não se enfurece, não se ressente do mal;
não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
tudo cobre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba; quanto às profecias, se tornarão inúteis; as línguas cessarão; o conhecimento se tornará inútil.
Pois em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
quando, porém, vier o que é completo, o que é em parte se tornará inútil.
Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino, julgava como menino; quando me tornei homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho, obscuramente; mas então veremos face a face. Agora conheço em parte; mas então conhecerei plenamente, assim como também fui plenamente conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.
1 Coríntios 13

Se por um lado o amor é graça, por outro é dom, dom supremo. Graça para a qual devemos sempre estar abertos e dom para que possamos praticar. As "musculaturas" da alma e do espírito se fortalecem na prática da “halterofilia” do amor, conforme o Peregrino nos ensina:


Há os que falam, os que escrevem, os que vivem, os que classificam e os que são. Ser é nosso objetivo supremo e é neste verbo curto que se esconde em nossa língua o fundamento da palavra saúde. Já percebeu que são é saudável, mas também é ser no plural? Ser são é ser vivo, é plenificar a existência humana. Mas não é possível, como a palavra ensina, ser são só! A saúde é um estado comum e pleno de bem estar familiar humano e seu significado maior só pode ser contemplado enquanto realidade ubíqua. Sem pressa, mas sem demora, tornemo-nos conscientes daquela pequena parte que nos cabe e sejamos mais amorosos com os que ainda não perceberam a sua.
Jean-Yves Leloup em seu livro “O essencial do amor” nos presenteia com um estudo etimológico que com propriedade, ajuda a nos aproximar das possíveis roupagens do amor em dez instâncias, aquelas que hoje nos são compreensíveis.
1-      Pornéia – amor apetite – vou devorar-te, comer-te – amo-te como um animal. É amor captativo, que reduz e torna objeto.
2-      Pothos – amor necessidade – És tudo para mim – sinto necessidade de ti – amo-te como uma criança. Desejo de posse.
3-      Mania Pathé – amor paixão – Amo-te de paixão, estou apaixonado por ti – és meu e só meu – amo-te como um louco, não posso viver sem ti. Sedução, amor possessivo.
4-      Eros – amor erótico – sinto desejo por ti – tu me dás prazer, és lindo – és jovem. Desejo de satisfação e de satisfazer. É amor interessado.
5-      Philia – amor amizade – tenho respeito e admiração por ti – aprecio nossas diferenças – sinto-me bem sem ti, e ainda melhor contigo – és meu amigo – gosto de estar contigo – és benfazejo para mim. É amor interessado
a.      Xeniké – amizade, troca
b.      Hetairiké – hospitalidade
c.       Erotiké – amizade erótica
d.      Phisiké – amizade parental
6-      Storgé – amor ternura – Eu me supero quando estás comigo – sinto muita ternura por ti – estou feliz porque estás comigo. O carinho. É amor interessado.
7-      Harmonia – Como a vida é linda quando amamos – estamos bem juntos – contigo tudo é música, o mundo mais belo. A bondade. É desinteressado.
8-      Eunoia – amor dedicação – gosto de cuidar de ti – estou a serviço do melhor de ti mesmo. É a compaixão. É desinteressado.
9-      Charis – amor celebração – Amo porque te amo – é uma alegria, é uma graça amar e te amar – amo-te sem condições, amo-te sem razões. É a gratidão. É desinteressado.
10-  Agapé – amor de graça – O amor que faz girar a Terra, o coração humano e as outras estrelas – Não sou eu que amo e te amo, mas é o Amor que ama. É o Ser. O Amor mesmo.
Mas se escrever e definir são importantes, é pouco comparativamente ao que o artista é capaz de produzir e acessar na obra de arte. O artista é o médico do futuro. Nesse sentido o passeio que se segue no link resgata e lembra como no hebraico antigo o amor se vestia. Difícil entender como é possível sabermos tanto há tanto tempo e ainda insistirmos tanto em alguns hábitos...

Saberás que não te amo e que te amo
Porquanto de dois modos é a vida,
A palavra é uma asa do silêncio
O fogo tem sua metade fria.

Eu te amo para começar a te amar,
Para recomeçar o infinito
E para não deixar de te amar nunca:
Por isso mesmo é que ainda não te amo

Te amo e não te amo como se tivesse
Em minhas mãos a chave da ventura
E um incerto destino desditado.

Meu amor tem duas vidas para amar-te
Por isso te amo quando não te amo
E por isso te amo quando te amo

PABLO NERUDA – Cien sonetos de amor

Mas, aos que associam amor à recompensa, posse e ao ciúme, ingredientes do medo da perda e marcas do ser apegado, Krishnamurti escreve o seguinte:



        Segundo Erich Fromm:

            “Amar é uma expressão do poder da gente para amar, e amar alguém é a concretização e concentração desse poder com relação a uma pessoa. Não é verdade, como o sustentaria a ideia de amor romântico, que só existe aquela única pessoa no mundo a que se possa amar e que a grande oportunidade da vida do indivíduo é achar aquela pessoa. Nem tampouco é verdade, caso seja achada aquela pessoa, que o amor a ela (ou ele) produza o desaparecimento do amor a outros. O amor que só pode ser experimentado com relação a uma única pessoa demonstra, por este simples fato, não ser amor, mas uma ligação simbólica. A afirmação básica que se contém no amor dirige-se para a pessoa amada como uma encarnação de qualidades essencialmente humanas. O amor a uma pessoa implica amor do ser humano como tal. O tipo de “divisão do trabalho”, como William James a denomina, por meio da qual a pessoa ama sua família, mas não tem sentimentos para com os “estranhos”, é um sinal da incapacidade básica para amar. O amor ao homem não é, como amiúde se imagina, uma abstração que se segue ao amor a uma determinada pessoa, porém sua premissa, conquanto geneticamente seja adquirido amando-se indivíduos em particular.”

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"MÉDICOS CONSCIENCIAIS"

Regina Helena Ribeiro "Médica Antroposofia"
email: reginaehlena@gmail.com

Ronaldo Perlatto "Médico Orientador Biográfico"
email: rperlatto@gmail.com
 
Sidney Federmann "Médico da Alimentação Saudável"
www.sidneyfedermann.com.br
email: sidneyfedermann@terra.com.br

Paulo Freire "Médico Educador"
   
Marcelo Petraglia "Médico Musicoterapeuta"

Josué de Castro "Médico Autoridade Mundial em Fome"

Nilson José Machado "Médico Matemático Educador"

Roda Viva - Patch Adams - "Médico Dr. Alegria"

Roda Viva - Amit Goswami - "Médico Quântico"

Roda Viva - Leonardo Boff - "Médico Filósofo Teólogo"

Roda Viva - Edgar Morin - "Médico Filósofo Educador"