Especiais

Loading...

domingo, 17 de julho de 2016

EXPECTATIVA OU PRONTIDÃO?



O momento presente é de crucial atenção, especialmente no que diz respeito à moda e à mídia. É comum ver pessoas tropeçando na rua ao ler o celular enquanto caminham e crianças que não mais conseguem aprender nas escolas. O cenário não é muito animador e ao que tudo indica as pessoas estão cada vez mais carentes de estímulos, informações, enfim algo que distraia. O grau de esvaziamento interior é tão avançado que torna explícita a insanidade de alguns.

O filme estadunidense “Her”, segundo o tradutor “Ela”, retrata esta insanidade com propriedade artística, vale conferir:



A tecnologia que deveria libertar tem estabelecido o medo ao invés da paz, angústia ao invés da serenidade. Antigo e velho são confundidos e a beleza e sabedoria do primeiro são demolidos em função de um “novo” em geral vazio de formas e conteúdos.

Um exemplo observado na medicina são os exames de imagem, cada vez mais sensíveis e justificando eventuais procedimentos “desnecessários”. Como a medicina não é ciência exata, mas biológica, é importante saber que diferentes profissionais podem ter diferentes condutas baseadas em um mesmo exame. Enfim, “faca de dois gumes” que mesmo em mãos experientes podem ferir.

Basear decisões no medo e na expectativa é uma forma caricata de adoecimento social. Lembre-se que recentemente a mídia noticiou casos de famosos que optaram pela retirada profilática de partes do corpo pela expectativa de que poderiam ser acometidos por um câncer! Lembre-se que tais partes retiradas não tinham indícios de neoplasias. A que se prestam alardes desta natureza?

No presente momento, o único seguro que de fato promove cobertura total é tomar a vida em suas próprias mãos, que a autora analisou com maestria na bela obra abaixo:


Cada um tem uma biografia única e a saúde diz respeito a apropriar-se desta biografia. Saúde é presente; soltar-se do passado e resguardar-se de projetar-se no futuro são os anticorpos imprescindíveis para ser saudável. Cuide em não confundir fome de vida com fome de novidade. Caso a confusão já tenha acontecido, existem formas de pensar a ansiedade:

Na medicina da saúde o principal exame é o “exame de consciência” e a campanha de vacinação visa inocular a fé, a esperança e o amor. Meus votos de que a saúde para você seja uma realidade e não apenas saudade.
 


terça-feira, 12 de julho de 2016

O QUE É ESTÉTICA?

FRIEDERICH SCHILLER – nota de rodapé da obra “A Educação Estética do Homem”


                Para leitores que não estejam familiarizados com a significação deste termo tão mal-empregado pela ignorância, sirva de explicação o seguinte. Todas as coisas que de algum modo possam ocorrer no fenômeno são pensáveis sob quatro relações diferentes. Uma coisa pode referir-se imediatamente a nosso estado sensível (nossa existência e bem estar): esta é a sua índole física. Ela pode, também, referir-se a nosso entendimento, possibilitando-nos conhecimento: esta é sua índole lógica. Ela pode, ainda, referir-se à nossa vontade e ser considerada como objeto de escolha para um ser racional: esta é sua índole moral. Ou, finalmente, ela pode referir-se ao todo de nossas diversas faculdades sem ser objeto determinado para nenhuma isolada dentre elas: esta é sua índole estética. Um homem pode ser-nos agradável por sua solicitude; pode, pelo diálogo, dar-nos o que pensar; pode incutir respeito pelo seu caráter; enfim, independentemente disso tudo e sem que tomemos em consideração alguma lei ou fim, ele pode aprazer-nos na mera contemplação e apenas por seu modo de aparecer. Nesta última qualidade, julgamo-lo esteticamente. Existe, assim, uma educação para a saúde, uma educação do pensamento, uma educação para a moralidade, uma educação para o gosto e a beleza. Esta tem por fim desenvolver em máxima harmonia o todo de nossas faculdades sensíveis e espirituais. Para contrariar a corriqueira sedução de um falso gosto, fortalecido também por falsos raciocínios segundo os quais o conceito do estético comporta o do arbitrário, observo ainda uma vez (embora estas cartas sobre a educação estética de nada mais se ocupem além da refutação deste erro) que a mente no estado estético, embora livre, e livre no mais alto grau, de qualquer coerção, de modo algum age livre de leis; e acrescento que a liberdade estética se distingue da necessidade lógica no pensamento e da necessidade moral no querer, apenas pelo fato de que as leis segundo as quais a mente procede ali não são representadas e, como não encontram resistência, não aparecem como constrangimento.

EVENTO DE UMA AMIGA

segunda-feira, 4 de julho de 2016

ALIMENTAÇÃO CONSCIENTE VII

CONTINUAÇÃO DE:

REFLEXÕES NADA CIENTÍFICAS SOBRE HÁBITOS ALIMENTARES
Por: André Oliveira Guimarães Leite – Advogado da saúde - Email: aogleite@gmail.com



Sentes cansaço? Tens bom apetite? Tens sono profundo? Tens boa memória? Tens bom humor? Tens rapidez de raciocínio e de execução? Estas seriam as seis condições enumeradas por Georges Ohsawa indicativas de boa saúde e felicidade. Trata-se do autor de "Macrobiótica zen - arte do rejuvenescimento e longevidade".
Esses questionamentos nos fazem refletir a respeito do que é a felicidade e a saúde, e o que é preciso para alcançá-las. Com certeza, a alimentação é um dos pilares para uma vida saudável, e, por consequência, feliz.
Existem divergências, no entanto sobre o que é uma boa alimentação. Além da qualidade do alimento, questões referentes à quantidade, à forma de se alimentar e outros hábitos alimentares podem ser determinantes para alcançar, preservar e promover a almejada saúde.
Cientistas realizaram um estudo com cobaias, separando-as em dois grupos: um dos grupos era alimentado constantemente, com intervalos nunca superiores a 10 horas, enquanto que o outro era submetido, diariamente, a um intervalo de 13 horas entre alguma das refeições diárias. O resultado foi surpreendente: a longevidade do segundo grupo foi consideravelmente maior que a do primeiro.
Isso nos faz pensar a respeito das recentes orientações nutricionais que recomendam a ingestão de alimentos a cada três horas... Para muitos, trata-se de lobby criado por grandes empresas do ramo alimentício...
Há relatos de pessoas para quem a alimentação não seja algo imprescindível. Isso mesmo, pessoas que poderiam "viver de luz" ou se alimentar de prana.



Menos radical, todavia, conhecemos ou já ouvimos falar sobre os benefícios que podem advir da prática de algum tipo de jejum. A cultura oriental sempre nos ensinou que não devemos nos alimentar em excesso. "Comer até estar 80% satisfeito" é uma das máximas desta cultura milenar.
Segundo Mahatma Gandhi, "devemos mastigar as nossas bebidas e beber os nossos alimentos".
Todas essas informações fazem-nos refletir se não há algum grau de toxidade intrínseca em todo e qualquer alimento. Não só porque estão impregnados de todo tipo de substância tóxica empregada na sua produção, mas também em razão da própria constituição do alimento e  os diversos quadros de intolerância de cada organismo humano. Se pensarmos no atual estágio da sociedade, na qual é comum que princípios éticos sucumbam frente às exigências do capitalismo, mais razão se teria para perder o apetite.
Quem já não abusou daquela feijoada de sábado e depois ficou horas em estado quase vegetativo? O nosso corpo reclama sempre que nos alimentamos um pouco além da conta. Em sentido oposto, experimente fazer um jejum de mingau de arroz durante um dia e verá que leveza sentirá em todo o seu ser!
Em tempos de massificação da sociedade, o grande pecado parece ser a padronização da alimentação. A industrialização alimentar e a vida moderna retiraram do homem o "livre arbítrio" do que levar a boca... Perdemos a capacidade de ouvir o nosso estômago, consumindo porcarias prontas, sem qualquer relação com o que o nosso organismo anseia.
Hoje não temos mais tempo de sentir fome, aquele sentimento saudável (claro, desde que voluntário). Fomos acostumados a nos pré-alimentar. "Coma menino, senão você passará fome"... A lógica parece estar invertida.
Alimentar-se bem, por vezes, pode significar não ingerir qualquer alimento, permitindo que o nosso corpo se recupere e aproveite o ventre livre para se alimentar de outro tipo de energia. 
É importante manter viva a pergunta: você come para viver, ou vive para comer?